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Aspectos Gerais

Amor à vida, aos homens, à natureza e, principalmente, a Deus, de forma que todos os homens desejem também amá-lo. Temos uma espiritualidade contemplativa, Mariana e acima de tudo Eucarística, de louvor e adoração a este Deus que nos habita, nos sonda, e nos faz perder a fala, diante de sua presença tão real e plena.

Para nós, Francisco de Assis era assim, se perdia nos bosques ao redor da Igrejinha de Santa Maria dos Anjos e lá parava no tempo, na presença de seu Senhor, mas também, inebriado pela presença deste Deus, saía pelas praças e agrupamentos de pessoas gritando que: “O AMOR PRECISA SER AMADO”. Queremos contemplar, mas nunca nos fecharmos em nós mesmos. Como a lâmpada que de nada serve se ficar em baixo da mesa. Precisamos ficar no candeeiro, por isso nossa contemplação sempre gera uma ação, um descer da montanha, pegar nossa cruz e seguir. Este é um ciclo que nunca deve terminar, horas de contemplação e outras de ação, para que o sal e a luz nunca percam sua profecia.


Amizade com o céu

Nossa espiritualidade também congrega uma profunda amizade com os anjos e santos. Por isso vivemos com intensidade as graças da comunhão dos Santos, recorrendo sempre ao auxílio de nossos amigos santos e anjos e principalmente seus exemplos.

No topo dessa amizade está a Nossa Rainha, a Senhora de todos os anjos e santos, de toda a humanidade, a porta do céu. Por isso veneramos a Maria em todos os momentos de nossa vida, consagrando-nos a ela totalmente como filhos. Em outras palavras, somos também cavaleiros junto com os anjos e santos, à espera de sermos recrutados pela Rainha para plantarmos em todas as terras o Estandarte do amor.


Amor aos pobres

Acolhendo a mensagem evangélica de Jesus que diz: Quando deres de comer e beber a qualquer um desses pequeninos, foi a mim que o deste (Mateus 25, 40), queremos ser consolo para os injustiçados, marginalizados e desprezados pela sociedade.

Amamos não somente os pobres de pão. O maior pobre é aquele que não possui Deus. Não possui porque não o conhece, e não o conhece porque não o mostraram. Queremos ser esta profecia que revela o amor de Deus. Santa Teresinha dizia no coração da Igreja querer ser o amor; queremos também ser o amor que sempre acolhe, compreende, perdoa e ajuda aos mais necessitados.


O Altar e a Cruz

São os pilares de nossa espiritualidade. No altar conseguimos ser plenamente o que o Bom Deus deseja de nós, nos derramamos diante de sua beleza, nos alimentamos para a messe, nos tornamos um com o Cristo quando comemos sua carne bebemos o seu sangue. E também no altar nos consagramos a Deus, não como vítimas de holocaustos, mas como vítimas de Seu Amor.

Na cruz mergulhamos no mistério redentor que nos faz desejar seguir a Cristo e deixarmos que Ele complete em nós o que faltou em sua paixão. Deparamo-nos com um Deus apaixonado que se dá inteiramente por amor e nos rendemos na confissão: Como não amar se Ele primeiro nos amou!

Daí nosso grande amor pela liturgia, pela santa Missa e por Jesus Eucarístico.


Nossos Patronos

São Francisco

O jeito cavalheiresco de Francisco, sua simplicidade, sua conversão radical, amor a Deus e tudo que é criado, foram às marcas que nos fizeram desejar imitá-lo. Francisco gritava que O AMOR NÃO ERA AMADO, e esse grito nos comoveu a refletir sobre este Deus que ama sem pedir nada em troca.

Santa Teresinha

Alguns séculos depois, outro grito nos chamou a atenção, o de uma pequena e humilde jovenzinha que com seu jeitinho infantil dizia desejar AMAR A DEUS ATÉ A LOUCURA E POR TODOS FAZÊ-LO AMADO. A fusão desses dois gritos tornou-se para nós o resumo de nossa espiritualidade: “O AMOR NÃO É AMADO. PRECISAMOS AMÁ-LO E FAZE-LO SER AMADO”.

Nosso Sinal

Usamos a cruz em forma de Tau.

Ele é todo talhado e feito à mão, o que significa para nós a ordem que Deus deu a Francisco de reconstruir a sua Igreja, e isso se reflete para o nosso carisma como resgatar no mundo os valores da Igreja.

Ele tem uma fenda no corpo vertical, que é para nos lembrar de nossa missão de levar Jesus que é AMOR a todas as pessoas, sempre em algum lugar, estará alguém precisando de luz e sabor em sua vida, até que se conclua o Reino de Deus. É também para nós como o furo da lança no coração sagrado de Jesus, onde jorra toda misericórdia de Deus pela humanidade e nos convida a “matar essa sede de amor” do coração de Jesus.

Seus ângulos também são um pouco diferente, na parte horizontal e para cima, nos recorda a “pequena via” de Santa Teresinha, e os laterais, nossa confissão de necessidade da graça de Deus, o auxílio e a misericórdia de Deus se inclinando até o homem. O ângulo de baixo da parte vertical se rebaixa representando nossa submissão a Deus.

É feito de madeira bruta, representando nossa opção pela pobreza evangélica e o madeiro da cruz, e perfumado com balsamo, em alusão a unção feita por Madalena aos pés de Jesus, preparando-o ao sacrifício. Cordão de algodão nas cores marrom (para os comprometidos) e branco (para os discípulos de 1º e 2º Ano).

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