Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player



Concílio de Trento – Decreto sobre o pecado original

Sessão V (17-06-1546) - Decreto sobre o pecado original

787. Para que a nossa fé católica, sem a qual é impossível agradar a Deus (Heb 11, 6), purificada dos erros, permaneça em sua pureza íntegra e ilibada; e para que o provo cristão não se deixe agitar por qualquer sopro de doutrina (Ef 4, 14) – pois aquela antiga serpente, que foi inimiga do gênero humano desde o princípio, entre os muitos males que perturbam a Igreja de Deus em nossos tempos, também suscitou a respeito do pecado original e do seu antídoto, não só novas mais ainda antigas dissenções – o sacrossanto Concílio Ecumênico e Geral de Trento, legitimamente reunido no Espírito Santo, presidindo-o os mesmo três legados da Sé Apostólica, querendo tratar logo de chamar [à fé] os que laboram em erro e confirmar os vacilantes, tendo seguido os testemunhos da Sagrada Escritura, dos Santos Padres e de Concílios autorizadíssimos bem como o juízo e o consenso da própria Igreja, estabelece, confessa e declara o seguinte a respeito do mesmo pecado original:

788. 1) Se alguém não confessar que o primeiro homem Adão, depois de transgredir o preceito de Deus no paraíso, perdeu imediatamente a santidade e a justiça em que havia sido constituído; e que pela sua prevaricação incorreu na ira e indignação de Deus e por isso na morte que Deus antes lhe havia ameaçado, e, com a morte, na escravidão e no poder daquele que depois teve o império da morte (Heb 2, 14), a saber, o demônio; e que Adão por aquela ofensa foi segundo o corpo e a alma mudado para pior – seja excomungado.

789. 2) Se alguém afirmar que a prevaricação de Adão prejudicou a ele só e não à sua descendência; e que a santidade e justiça recebidas de Deus, e por ele perdidas, as perdeu só para si e não também para nós; ou [disser] que, manchado ele pelo pecado de desobediência, transmitiu a todo o gênero humano somente a morte e as penas do corpo, não porém o mesmo pecado, que é a morte da alma – seja excomungado, porque contradiz o Apóstolo que diz: Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte e assim a morte passou para todos os homens, no qual todos pecaram. (Rom 5, 12).

790. 3) Se alguém afirmar que esse pecado de Adão – que é um pela origem e transmitido pela propagação e não pela imitação, mas que é próprio de cada um – se apaga ou por forças humanas ou por outro remédio, que não seja pelos méritos de um único mediador nosso Jesus Cristo, que nos reconciliou com Deus por seu sangue, fazendo-se para nós justiça, santificação e redenção (I Cor 1, 30); ou negar que o mesmo mérito de Jesus Cristo, devidamente conferido pelo sacramento do Batismo na forma da Igreja, é aplicado tanto aos adultos como às crianças – seja excomungado,porque sob o céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos (At 4, 12); daí aquela palavra: Eis o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (Jo 1, 29); e esta outra:Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos vestistes de Jesus Cristo (Gl 3, 27).

791. 4) Se alguém negar que se devam batizar as crianças recém-nascidas, ainda mesmo quando nascidas de pais batizados; ou disse que devem ser batizadas, sim, para a remissão dos pecados, mas que nada trazem do pecado original de Adão que seja necessário expiar-se no lavacro da regeneração para conseguir a vida eterna, donde resulta que neles a forma do batismo não deve ser entendida como em remissão dos pecados – seja excomungado, porque não é de outro modo que se deve entender o que o Apóstolo: Por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte e assim a morte passou a todos os homens naquele em que todos pecaram (Rom 5, 12), senão do modo que a Igreja Católica, espalhada por todo o mundo, sempre o entendeu; porquanto, em razão desta regra de fé, segundo a tradição dos Apóstolos, ainda as criancinhas que não puderam cometer nenhum pecado, também são verdadeiramente batizadas para a remissão dos pecados, a fim de ser nelas purificado pela regeneração o que contraíram pela geração, pois, se alguém não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus (Jo 3, 5).

792. 5) Se alguém negar que pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, conferida no Batismo, é perdoado o reato do pecado original. Ou se afirmar que não é tirado tudo o que tem verdadeira e própria razão de pecado, mas disser que este é tão somente riscado ou não imputado (sed illud dicit tantum radi aut non imputari) – seja excomungado. Pois Deus nada odeia nos regenerados, vistonada haver de condenação nos que foram verdadeiramente sepultados com Cristo pelo batismo para a morte (Rom 6, 4), os quais não andam segundo a carne (Rom 8, 1), mas despojando-se do homem velho, e revestindo-se do novo que foi criado segundo Deus (Ef 4, 22 ss; Col 3, 9 s), se tornaram sem mancha, imaculados, puros, inocentes, filhos amados de Deus e herdeiros de Deus (Rom 8, 17), de maneira que nada os impede de entrarem logo no céu. Que fique, porém, nos batizados a concupiscência ou o "estopim", [fomes], isto o santo Concílio confessa e sente; mas tendo sido isto deixado para a luta, não pode prejudicar aos que não consentem e lutam varonilmente [auxiliados] pela graça de Jesus Cristo. Mas, pelo contrário, só será coroado quem legitimamente combater (2 Tim 2, 5). O santo Concílio declara que a Igreja Católica jamais entendeu que esta concupiscência – pelo Apóstolo denominada pecado (Rom 6, 12 ss) – se chame "pecado" por ser verdadeira e propriamente pecado nos renascidos, mas por se originar do pecado e nos inclinar ao pecado. Se alguém entender o contrário, seja excomungado.

6) Este mesmo santo Concílio também declara não ser de sua intenção neste decreto, em que se trata do pecado original, incluir a Bem-aventurada e Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, mas que se devem observar as Constituições do Papa Xisto IV, de feliz memória, sob as penas contidas naquelas mesmas Constituições, que [este Concílio] renova.

 

Concílio de Hipona

Várias são as maneiras de revelar sentimentos como também de transmitir conceitos. Assim o símbolo é uma espécie de linguagem viva, meio de comunicação entre os homens. Sempre existiu e existirá.

Neste mês de junho, a piedade cristã dedica especial atenção ao Sagrado Coração de Jesus. No plano natural, esse órgão significa um centro, algo de essencial, cuja destruição redunda necessariamente na morte do ser criado. Além disso, ele mostra a índole do indivíduo: ódio ou amor, coragem ou covardia, vingança ou perdão. Essa concepção está subtendida quando falamos da devoção a que nos referimos. Nos domínios da Fé, descobre o extraordinário tesouro da bondade divina que é manifestada na vida do Redentor.

Nas famílias, locais de trabalho, estudo e lazer, nas cidades, cresce de forma angustiante a necessidade de ser valorizada a convivência humana, sua importância em favor do bem-estar coletivo.

Os conceitos de generosidade, dignidade, nobreza são indispensáveis ao relacionamento entre pessoas. Eles brotam de um coração bem formado, simbolizado por este órgão vital. Os maiores crimes podem ter origem em uma inteligência brilhante, jamais um caráter ilibado induz alguém ao mal.

Algum tempo atrás, foi noticiado um fato que revela o grau de insensibilidade moral e o nivelamento aos irracionais, com seus instintos mais aviltantes. Um jovem doente ameaçava jogar-se do alto de um edifício. Logo formou-se uma pequena multidão. Em um grupo, havia desaparecido os sentimentos mais nobres, pois açulava, estimulava o pobre enfermo a praticar o suicídio que, aliás, veio a acontecer. E alguns bateram palmas.

Cada um desses participantes responde, em parte, diante de Deus, por essa morte. Eles manifestaram algo de profundamente negativo. Tal ocorrência, bastante deprimente, nos deve questionar como membros desta comunidade. Faz-nos também refletir sobre esta passagem da Sagrada Escritura: “Tirarei de vosso corpo o coração de pedra e vos darei um outro de carne” (Ez 36,27). Somente assim muitos problemas poderão ser resolvidos.

No plano sobrenatural, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus abre grandes perspectivas ao crescimento religioso. São João, em seu evangelho (19,34) registra um fato que vem revelar a fonte da vida: “Um soldado transpassou o lado com a lança e no mesmo instante saiu sangue e água”.

No Antigo Testamento, Isaías (12,3) explica a origem de sua confiança e tranquilidade: “com alegria tirareis água das fontes da salvação”. Sendo esse líquido indicativo da existência e vitória sobre a morte, Ezequiel (47,9) prevê o tempo em que Deus fará jorrar torrentes capazes de garantir a sobrevivência de todos os seus filhos. Dentro desse contexto bíblico, São João, no texto acima citado, nos quer ensinar que o Redentor é o verdadeiro manancial. Pela sua crucifixão fez surgir a salvação do mundo.

Do mais íntimo do seu ser vem a manifestação do amor de Jesus. A lança abre o símbolo visível dos sentimentos que levaram o Salvador a morrer por nós. Amou-nos até ao sacrifício supremo para que vivêssemos eternamente.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus não se limita apenas a uma parte de Seu corpo. Ela anuncia no filho da Virgem um homem concreto, vivendo em um período da História. Confessamos sua angústia, seu afeto, sua fidelidade ao plano Redentor.

Fontes Católicas - Paraclitus.com

Copyright © 2009-2017 Comunidade Sal e Luz. Todos os Direitos Reservados.